Lan houses faturam em vila próxima à Brasília
A era digital é algo que não dá pra fugir. Presente em todos os lugares, as modernas tecnologias levam às pessoas a possibilidade de estarem conectadas ao mundo, receber informações, falar com pessoas distantes e ter as mãos inúmeras funções úteis ao dia a dia, e tudo em apenas um click. E os moradores de comunidades mais humildes e distantes, como convivem em meio a todo esse aparato tecnológico?
A apenas 45 minutos do centro da capital federal, o Setor Habitacional Água Quente é um pacato vilarejo que fica na divisa do Distrito Federal com o estado de Goiás. Composto por 8 condomínios horizontais e inúmeras chácaras, e sendo cortado por córregos, ribeirões e pequenas lagoas, o pequeno lugar tem jeito de roça, problemas de cidade grande e cara de periferia. Os quase 25 mil habitantes de Água Quente convivem com as gritantes diferenças sociais que existem entre eles, e com um fator determinante: estar ou não conectado à “rede”.
Até alguns anos atrás o setor não possuía sequer linhas telefônicas, as primeiras chegaram a menos de sete anos. Por lá, internet só depois de 2004, mas mesmo assim restrita a um número muito pequeno de moradores. A famosa banda larga só chegou em 2007, mesmo ano em que foi aberta a primeira lan house. Depois disso, porém, a febre se propagou, já são várias as casas que facilitam o acesso dos que não possuem internet em casa.
Em sua grande maioria, os freqüentadores dessas lans são jovens e estudantes que procuram as casas para fazerem trabalhos de escola e principalmente para entrar em sites de relacionamentos e bate-papo. “Nossos principais fregueses são adolescentes e jovens, alguns querem fazer trabalhos de escola, pesquisar algo relacionado, fazer currículo, imprimir alguma coisa, mas o forte mesmo é o Orkut e o MSN. Praticamente todos querem entrar nesses sites e conversar com a galera”, explica Wigor Neves, dono de um lan.
O irmão de Wigor, Wellington Neves, diz que quando estudava tudo era muito diferente, nunca precisou de um computador para fazer um trabalho, e hoje acredita que todos se tornaram dependentes da máquina. “Para falar com alguém, que não fosse daqui de Água Quente, usávamos o telefone público ou mandávamos uma carta, e isso, eu me lembro, até poucos anos atrás. Agora podemos escrever, falar e ver a pessoa, tudo graças à internet”, conta.
O exemplo citado por Wellington é bem típico da região. Ainda hoje poucas casas possuem internet em Água Quente e com a tal dependência, mesmo desses moradores mais humildes, as lan houses faturam e ampliam seus negócios na região. “Essa é a forma que tenho de e manter conectada, quase todos os dias, venho à lan, e por isso me considero moderna”, afirma Ana Paula Moura, de apenas 12 anos.
Sumiço
No mês passado três meninas com idades entre 12 e 14 anos ficaram desaparecidas durante cinco dias. As garotas haviam saído de casa para uma das lan house do Setor Habitacional. Desesperados os pais chamaram a polícia, que fez buscas em cidades vizinhas, como Santo Antônio do Descoberto-GO, Samambaia e Recanto das Emas. No sexto dia após o sumiço, as garotas retornaram para casa e disseram que haviam passado aqueles dias com os namorados que conheceram pela internet, todos maiores de idade. Os rapazes estão sendo indiciados por terem mantido relações sexuais com as menores
A era digital é algo que não dá pra fugir. Presente em todos os lugares, as modernas tecnologias levam às pessoas a possibilidade de estarem conectadas ao mundo, receber informações, falar com pessoas distantes e ter as mãos inúmeras funções úteis ao dia a dia, e tudo em apenas um click. E os moradores de comunidades mais humildes e distantes, como convivem em meio a todo esse aparato tecnológico?
A apenas 45 minutos do centro da capital federal, o Setor Habitacional Água Quente é um pacato vilarejo que fica na divisa do Distrito Federal com o estado de Goiás. Composto por 8 condomínios horizontais e inúmeras chácaras, e sendo cortado por córregos, ribeirões e pequenas lagoas, o pequeno lugar tem jeito de roça, problemas de cidade grande e cara de periferia. Os quase 25 mil habitantes de Água Quente convivem com as gritantes diferenças sociais que existem entre eles, e com um fator determinante: estar ou não conectado à “rede”.
Até alguns anos atrás o setor não possuía sequer linhas telefônicas, as primeiras chegaram a menos de sete anos. Por lá, internet só depois de 2004, mas mesmo assim restrita a um número muito pequeno de moradores. A famosa banda larga só chegou em 2007, mesmo ano em que foi aberta a primeira lan house. Depois disso, porém, a febre se propagou, já são várias as casas que facilitam o acesso dos que não possuem internet em casa.
Em sua grande maioria, os freqüentadores dessas lans são jovens e estudantes que procuram as casas para fazerem trabalhos de escola e principalmente para entrar em sites de relacionamentos e bate-papo. “Nossos principais fregueses são adolescentes e jovens, alguns querem fazer trabalhos de escola, pesquisar algo relacionado, fazer currículo, imprimir alguma coisa, mas o forte mesmo é o Orkut e o MSN. Praticamente todos querem entrar nesses sites e conversar com a galera”, explica Wigor Neves, dono de um lan.
O irmão de Wigor, Wellington Neves, diz que quando estudava tudo era muito diferente, nunca precisou de um computador para fazer um trabalho, e hoje acredita que todos se tornaram dependentes da máquina. “Para falar com alguém, que não fosse daqui de Água Quente, usávamos o telefone público ou mandávamos uma carta, e isso, eu me lembro, até poucos anos atrás. Agora podemos escrever, falar e ver a pessoa, tudo graças à internet”, conta.
O exemplo citado por Wellington é bem típico da região. Ainda hoje poucas casas possuem internet em Água Quente e com a tal dependência, mesmo desses moradores mais humildes, as lan houses faturam e ampliam seus negócios na região. “Essa é a forma que tenho de e manter conectada, quase todos os dias, venho à lan, e por isso me considero moderna”, afirma Ana Paula Moura, de apenas 12 anos.
Sumiço
No mês passado três meninas com idades entre 12 e 14 anos ficaram desaparecidas durante cinco dias. As garotas haviam saído de casa para uma das lan house do Setor Habitacional. Desesperados os pais chamaram a polícia, que fez buscas em cidades vizinhas, como Santo Antônio do Descoberto-GO, Samambaia e Recanto das Emas. No sexto dia após o sumiço, as garotas retornaram para casa e disseram que haviam passado aqueles dias com os namorados que conheceram pela internet, todos maiores de idade. Os rapazes estão sendo indiciados por terem mantido relações sexuais com as menores
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